Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, é um dos exemplos da falta de saneamento
em locais de predominância negra
#COMENTÁRIO
O brasileiro tem por tradição nunca ser
o que se apresenta à sociedade. É muito comum ver estrangeiros reclamarem dessa
característica tão peculiar do brasileiro. Moldamos nossa personalidade às
condições existentes no momento. Ora somos brincalhões, ora somos sérios ao
extremo, ora somos religiosos em situações aflitivas e ora somos ateus
convictos, depende do momento que se apresente. Sobre essa égide é que
conseguimos esconder por toda uma vida o malfadado racismo. Vivendo e
convivendo em um País dito exacerbadamente religioso, em hipótese nenhuma
poderia conceber de admitir a existência de racismo em nossos meios.
A prova maior disso tudo, são as
próprias leis de proteção aos que sofrem o racismo, elas são segregadoras.
Quando você cria quotas de inserção para qualquer coisa ou qualquer raça, você
está indiretamente oficiando um ato segregador para aqueles.
Pouquíssimos têm conhecimento da
existência da Seppir, um órgão voltado ao atendimento e o desenvolvimento de
estratégias para melhorias das condições das raças segregadas. Pouco se fez por
esses brasileiros, dado a vários motivos, as dimensões continentais do Brasil
que cria situações diferentes em locais diferentes. Mas o mais agressivo a eles
é essa consciência religiosa que oculta, que camuflam as verdadeiras facetas de
cada indivíduo na sociedade. Não deveríamos segregar dando-lhes quotas, deveríamos
unir-mo-nos... Afinal, se religiosos, somos irmãos...
#Disse
Carlos Leonardo
#CONVITE
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Crianças no complexo da Maré, no Rio de Janeiro