segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Países africanos intensificam medidas para conter ebola

Religiosos Miguel Pajares, o primeiro espanhol infectado com o Ebola, e a missionária Juliana Bohi, na chegada ao hospital Carlos III em Madri, onde receberão tratamento - Emilio Naranjo/EFE


#COMENTÁRIO

Providências não tomadas durantes anos desde o primeiro surto da doença, agora têm que ser tomadas “a toques de caixa”. Milhares de pessoas já sucumbiram com a infecção e ainda há centenas delas, isoladas e com atendimento de voluntários para amenizar a triste e dolorosa espera da morte. Não há nada que se fazer...
O alento de uma vacina projeta possíveis esperanças para uma solução futura de vitória sobre a doença. Mas para estes pobres coitados acamados, as esperanças são quase nulas...  

#Disse

Carlos Leonardo

Fonte: Revista Veja




-----------------------------------------------------------


Determinações incluem fechar fronteiras, conter descolamentos e ampliar serviços de informação ao público

Os países do oeste da África acometidos pela epidemia de ebola intensificaram os esforços para conter a propagação da doença. Desde março, o vírus infectou 1 779 pessoas e matou 961 na Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.
A Libéria, que decretou no último dia 6 estado de emergência por 90 dias, inaugurou na sexta-feira uma central telefônica para fornecer informações sobre o ebola. Em três dias, houve quase 3 500 chamadas. De acordo com Barkue Tubman, porta-voz da central, foram recrutados 114 atendentes. "Funcionamos 24 horas por dia, sete dias por semana", disse Barkue. O exército do país recebeu ordem para limitar os deslocamentos populacionais e controlar os acessos à capital, Monróvia, sobretudo de pessoas procedentes de províncias afetadas pela febre.

Pedido de desculpas
— No sábado, a presidente do país, Ellen Johnson Sirleaf, pediu desculpas pelo alto número de vítimas entre os profissionais de saúde. Na Libéria, a epidemia matou três médicos e outros 32 trabalhadores do setor.
Ellen prometeu destinar 18 milhões de dólares para conter o vírus. Parte da verba será usada para comprar ambulâncias e aumentar o número de centros de tratamento. "Se não fizemos o bastante até agora, eu peço desculpas", disse a centenas de funcionários de saúde que se reuniram na prefeitura da capital. 
Em Serra Leoa, 1 500 militares e policiais estão envolvidos em uma operação para aplicar medidas para conter o vírus. As determinações incluem fechar locais de lazer e restringir deslocamentos e distribuição de produtos básicos, o que pode provocar uma crise alimentar, principalmente entre os habitantes de regiões que estão em quarentena desde 7 de agosto. A Guiné anunciou no sábado o fechamento de suas fronteiras com Libéria e Serra Leoa, mas voltou atrás e disse querer apenas evitar deslocamentos clandestinos.

Tratamento experimental
— Ainda não existe nenhum tratamento ou vacina contra o ebola. Alguns países pediram para usar um anticorpo experimental desenvolvido nos Estados Unidos, o ZMapp, testado apenas em macacos e administrado em dois americanos infectados na Libéria e repatriados. A OMS se reunirá nesta semana para avaliar a possibilidade de utilizar o medicamento no oeste da África. Uma vacina contra o ebola criada pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) poderia ser alvo de testes clínicos em setembro e estar disponível em 2015, segundo Jean-Marie Okwo Bélé, diretor do departamento de vacinas e imunização da OMS.

Romeno
— Um romeno que retornou da Nigéria com sintomas do vírus foi colocado em quarenta neste domingo em um hospital especializado em doenças infecciosas de Bucareste, informaram fontes médicas.
(Com AFP e Reuters)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Qual a sua opinião sobre isso?