#COMENTÁRIO
Imagine você que tenha um terreno grande e completamente tomado por
mato. Então você contrata duas pessoas para capinarem o dito terreno. Todo dia
à tarde, você passa pelo terreno e vê o resultado dos trabalhos do dia. Um dia,
um dos contratados vem-lhe falar em particular reclamando de que está ganhando
pouco. Você pensa, acha que não é tão pouco que paga a cada um deles, porém ele
ameaça a ir embora. Como o serviço está no meio e não pode parar, você toma a
decisão dar-lhe um pequeno aumento, mas só para ele e pede-lhe sigilo.
Contente com o aumento, o contratado volta a trabalhar. Mas com o passar
dos dias o resultado da capinagem não se altera em nada em termos produtivos,
continua no mesmo ritmo. Isto é, você paga mais e a produção não aumenta.
É exatamente isso o que ocorre com a produção no Brasil. O trabalhador brasileiro
em sua grande maioria, não tem comprometimento com seu contrato de trabalho, se
auto-valoriza demais e tem um resquício de maldade e desrespeito para com o
patrão. Acrescente a tudo isso as influências de sindicatos pelegos que nada ou
quase nada traz em benefício do empregado, apenas idéias revolucionárias, pouco
compreendidas pelo trabalhador, mas que acirram o desrespeito com o
contratante.
#Disse
Carlos Leonardo
Fonte: Folha de São Paulo
#CONVITE
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