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Cidadania
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#COMENTÁRIO
Começo o comentário com um questionamento.
Quem já não correu atrás de uma bola em um campinho de bairro, num terreno
baldio, na rua...
Se você é um feliz craque que não teve um futuro brilhante no
futebol ou mesmo um “perna de pau” sem jeito para o negócio, sabe muito bem o
que vamos comentar, você certamente já
vivenciou isto. Estou falando do que se diz do lado de fora das quatro linhas,
da calçada, dos ficaram encostados nas cercas à espera de uma chance de entrar
na grande peleja que está sendo disputada às custas de caneladas e torções
infindáveis, tombos... Quantos tombos!
Pois é, os tombos não importam aqui, o
que importa é o que dizem, o que lhe chamam quando erra um lance, quando você
joga mal e o outro quer entrar em seu lugar... Se lembra? É disso que quero
comentar, traçar um paralelo com os nossos queridos heróis, jogadores de vidro,
sensíveis, sempre tão cansados... Longe de ater-se ao mérito da questão do
racismo, que deve ser punido mesmo, e essas punições têm que ser caras... Caras
em dinheiro, caras em moral. Um racista não merece a menor consideração.
Mas aonde quero chegar é a
sensibilidade dos jogadores especialmente, num esporte que até pouco tempo
atrás era considerado de machos, de homens, era demonstração de habilidade,
resistência, agilidade e força bruta, de uma hora para outra nossos heróis do
futebol passam a chorar em público por nada, passam a serem sensíveis por
qualquer coisa que falem, levando a extremos de processos cíveis por qualquer
motivo e aquilo que deveria ser um espetáculo, passa a ser uma demonstração de
poderio advocatício e um toma lá da cá na mídia, um "ping pong" entre o ofendido
e o ofensor.
Não tem algo errado em tudo isso?
#Disse
Carlos Leonardo
Fonte: Folha
de São Paulo
#CONVITE
Você não acha nossos jogadores tão
frágeis, tão sensíveis?
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