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domingo, 21 de setembro de 2014

Carro, celular e geladeira são cortados e mostram perda de fôlego da classe C


Sociedade







#COMENTÁRIO

Era de se esperar que essa ilusão de classe média emergente não durasse muito. Embalados pelo quadro pintado por um governo que melhora seu índice per capita incentivando o consumo e não a produção, o brasileiro ascendente está começando a se sentir em uma armadilha de consumo alto e renda curta. Já é possível se ver os índices de inadimplência começar a sair da linha de estabilização e agora começam a medir também o poder de compra dessa classe média ascendente.

Vê-se que pequenas coisas e regalias conseguidas não se sustentam, existe um abismo que está se abrindo entre o que acreditaram e o que realmente existe aí. A verdadeira classe média já vinha se sentindo achatada nos últimos anos e se sentiu completamente extinta quando a classe C passou a ser chamada de classe média emergente. A ilusão da elevação consumista animou a produção industrial que agora começam a medir estoques enormes parados à espera de um comprador que emergiu sem qualquer experiência de administrar seu parco dinheirinho que havia se elevado. As possibilidades dessas pessoas estarem completamente endividadas muito em breve, são enormes. E como sabemos “decor”, quanto menos se vende, mais desemprego, e quanto maior o desemprego, menos dinheiro no bolso para comprar. É a lógica da macroeconomia, não tem como mudar...

#Disse

Carlos Leonardo



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