sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Mudança no INSS pode deixar viúva sem filhos com pensão menor


Cotidiano

  



#COMENTÁRIO

Do pacotão de presentes de fim de ano do recém empossado governo federal, eis mais uma que promete mexer no bolso de muita gente e dessa vez, serão as viúvas e suas pensões.  Existem senhoras que herdaram uma pomposa pensão e também são repassadas em parentes que esperam pacientes todo mês, sem nada fazer. O problema está na abrangência desse corte de renda, a grande maioria das senhoras recebem salários mínimos ou algo muito próximo a isso e estas também sofrerão do corte de cinquenta por cento. Aí os problemas serão sérios, muito embora elas também podem sustentar agregados, mas o valor é infinitamente menor se comparado às altas classes também pensionistas.
O pacotão de medidas de contensão de despesas do governo está se formando e medidas drásticas devem aparecer logo após as festas de fim ano. Todos aqueles ferrenhos defensores das cores vermelhas por sobre o verde e amarelo, simplesmente sumiram; não há ninguém a se mostrar tão crente de um governo para o povo como cantavam, estão vendo que medidas ditas serem da oposição, está se mostrando necessárias para recomposição dos estragos causados por má administração.
E novamente, nós vamos pagar por isso conjuntamente com o desgaste do retorno da inflação. Que os céus nos ajudem... Lá vamos nós, outra vez!

#Disse

Carlos Leonardo


#CONVITE

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CLAYTON CASTELANI - "AGORA" - 04/12/2014

O governo poderá reduzir pela metade a pensão da viúva sem filhos para diminuir os gastos com o pagamento desse tipo de benefício do INSS. Em 15 anos, essa e outras cinco medidas poderiam gerar uma economia anual de R$ 25 bilhões. Os pagamentos de pensões deverão atingir R$ 90 bilhões neste ano, segundo estimativa do Ministério da Fazenda, sendo esse um gasto crescente. Em 2013, a despesa foi de R$ 77,6 bilhões. Segundo o consultor Leonardo Rolim, ex-secretário de Políticas da Previdência, a maior parte da economia seria gerada com o fim das pensões integrais vitalícias. Com a mudança, a viúva receberia apenas metade do benefício. Cada filho menor de 21 anos teria direito a 10%, até o limite de 100% por família. A regra é semelhante à adotada até 1995.
Além disso, as parcelas da pensão que são pagas aos filhos não seriam destinadas à viúva quando o dependente completasse 21 anos. Por exemplo, hoje, o valor total da pensão é dividido em partes iguais entre a viúva e os filhos do segurado. Quando os filhos atingem a maioridade, as suas cotas são revertidas para a viúva.
"Essas seriam as medidas de maior impacto", afirma Rolim. Outras quatro medidas em estudo completariam os ajustes: criar uma carência (tempo de contribuição mínimo); ter um tempo mínimo de união do casal; pagar a pensão por até até cinco anos quando o viúvo ou a viúva for considerado jovem; exigir a comprovação de dependência econômica em relação ao segurado morto. As medidas precisariam passar pelo Congresso.
O Ministério da Previdência Social disse que desconhece os estudos. O Ministério da Fazenda não comentou. 



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